Tenho com ele um certo desconforto de miss, de objeto produzido pela mÃdia para atender a uma necessidade local. Coisa de publicitário. Ele é negro sem ser retinto, é homem sem ser Joe the plumber, é americano mas com origens afro, é popular mas estudou nas melhores escolas. Ele é todo “na medida” e isso, ainda mais vindo de quem vem, sempre me cheira mal.
Acredito que uma mudança no atual estilo de vida consumista, onde o ter é mais importante que o ser, não é apenas necessária mas está próxima. Só não acho que esta mudança é o Obama. Esta mudança é uma inundação, um dilúvio (talvez até literal), é algo que abala estruturas sociais profundas e muito antigas e não vai acontecer simplesmente porque um paÃs decadente colocou um homem negro (mulato simpático, vamos combinar, né gente?) no poder.
Obama não é o Noé e não nos salvará da inundação iminente.
Por sinal, o Gabeira também não.
Nossos Ãdolos morreram e escolhemos mal os próximos.
em tempo: entre ele e McCain, Obama desde criancinha!
Adendo: o povo norte-americano optou, novamente, entre uma mulher e um negro. A mulher, Palin, vice do McCain, corria o risco de se tornar presidente caso o velho batesse as botas. O machismo imperando, como sempre. A tal mudança é uma pÃlula dourada enfiada goela abaixo do mundo pelas mãos hábeis de algum marketeiro. Não há evolução alguma.
É mais do mesmo. É falar que o álcool da cana-de-açúcar prejudica a Amazônia (ahn?) para privilegiar os produtores de milho norte-americanos que o apoiaram em campanha… É mais do mesmo. Mudança my ass.
Caso tenha ficado alguma dúvida, prefiro mil vezes qualquer democrata do que os belicistas republicanos. É que essa histeria coletiva está me torrando o saco, só isso.