tecnologia
Depois as pessoas me criticam por gostar tanto de tecnologia.
É que eu sou velha.
Só os velhos gostam de tecnologia.
Sou do tempo em que uma carta levava de 10 a 14 dias para chegar de NY ao Rio (olha que não estou falando do Quirguistão até Capim Fino, não!).
Sou do tempo em que os interurbanos eram tão caros e proibitivos que a gente agendava. “Te ligo na sexta de noite, fique em casa para atender”. Cair na secretária eletrônica era jogar dinheiro fora. Hoje eu converso com webcam via skype de graça.
Troquei emails via Fidonet que levavam 2 dias para chegar. Sim, mensagens eletrônicas que corriam o mundo por 48 horas até chegar ao seu destino.
Estou falando… Só velho gosta de tecnologia.
Ontem, minutos após receber fotos maravilhosas (e hilárias) de um amigo querido que está filmando na Islândia, o encontrei no msn. Islândia. I-s-l-â-n-d-i-a. O lugar é tão longe que às 23h ainda é dia claro e amanhece às 4 da manhã (o que dá 19 gloriosas horas úteis de filmagem diária e agora você entendeu o motivo pelo qual o lugar é o favorito dos cineastas). Conversamos como se ele estivesse na sala ao lado.
E eu, claro, vibrei em saber que os seus mergulhos no mar gelado estão terminando (o personagem dele passa quase o tempo todo dentro d’água). Gelado naquelas bandas não é pleonasmo.
Tudibão.













