juiz inteligente
Eu desejo, com todas as minhas forças, uma vida longa, próspera, repleta de saúde e felicidade, muita paz e reconhecimento ao juiz Élio Braz Mendes. Espero que ele exerça cargos cada vez mais importantes de decisão.
Eu desejo, com todas as minhas forças, uma vida longa, próspera, repleta de saúde e felicidade, muita paz e reconhecimento ao juiz Élio Braz Mendes. Espero que ele exerça cargos cada vez mais importantes de decisão.
Recebi a reflexão abaixo por email, do Felix Richter, um dos meus fotógrafos prediletos. Ele gentilmente concedeu permissão para reproduzir o texto aqui.
A crise que atualmente está derrubando as economias de todo mundo, não é uma crise bancária. Também não é a crise de Bush, conforme afirmou o nosso presidente. Tão pouco foi causada por especulação nos mercados imobiliários. Trata-se, acima de tudo, de uma crise de valores. É difÃcil explicar este ponto de vista sem entrar no clichê do monstro capitalista mastigando a alma humana.
Há décadas filósofos, lÃderes espirituais e outros teóricos vem alertando a humanidade dos perigos da inversão de princÃpios. Chegamos ao ponto em que tudo, absolutamente tudo, é medido em dinheiro. Ao se discutir a preservação da Amazônia, a questão central sempre é o valor financeiro da Amazônia. Ninguém simplesmente diz: “vamos preservá-la pois a floresta é linda†ou “é preciso preservar para que futuras gerações tenham o privilégio de conhecê-la.â€. O mesmo fenômeno ocorre na arte, o valor de uma obra está no preço. O sujeito quer ter a obra mais cara possÃvel em casa, pois essa, na visão atual do mundo, é a melhor de todas.
A bolha do mercado imobiliário não foi causadora da crise, mas conseqüência. Pessoas penhorando as suas casas em troca de crédito, mesmo quando não precisavam deste crédito, chega a ser insanidade. Arriscaram o que durante séculos considerou-se o único bem intocável do homem, a casa própria, para comprar uma televisão maior e ter o carro do ano. É falácia dizer que Wall Street causou a crise atual; quem a causou fomos todos nós. Wall Street apenas especulou em cima de nossa visão distorcida do mundo, acelerando a conseqüência inevitável.
Do ponto de vista histórico, a crise vem da evolução de um sistema existente desde os grandes impérios e reinados. Quando um rei precisava de dinheiro, geralmente por ter feito uma má gestão, concedia tÃtulos de nobreza aos ricos comerciantes, em troca de generosas doações. Através destes tÃtulos os comerciantes tinha acesso ao ciclo social, ou seja, passaram a ter um status. No século XX, na visão capitalista do mundo, estes tÃtulos tornaram-se dispensáveis. Bastava ter dinheiro, que automaticamente o acesso aos ciclos sociais estava garantido, principalmente em economias novas, como EUA, Brasil e, recentemente, China e Rússia. Assim pulou-se a etapa formal do “aval do reiâ€, e a busca social, por si só já condenável, fugiu do controle. Qualquer um, do favelado ao doutor universitário, poderia ser nobre de uma hora para outra, bastava acumular fortuna, mesmo que de forma ilÃcita. E só para deixar bem claro, o problema central da questão não é um favelado poder tornar-se nobre, mas a necessidade da humanidade de se destacar socialmente. A riqueza deixou de ser garantia de conforto e segurança, para tornar-se uma escada social.
Também nos hábitos de consumo há uma grande distorção. Nada contra o consumo, afinal, todos nós precisamos de dinheiro para sobreviver. O problema do consumo está na relação produto novo / status social. Um ser humano dirigindo o mais recente lançamento da indústria automobilÃstica, ou seja, o carro zero, é mais considerado que outro, com um carro de cinco anos atrás. O mesmo vale para as bolsas femininas e os celulares. O sujeito que usa o mesmo celular por mais de dois anos, acaba virando alvo de piada entre os amigos. Mas como fugir deste modelo sem abalar os milhares de empregos que dependem desta constante renovação, principalmente nas indústrias ? É simples, trocando-se a novidade pela manutenção. Se a humanidade optar por ficar com o mesmo carro por dez anos, surgirão milhares de novas vagas em oficinas mecânicas, pois carros antigos precisam de manutenção. Hoje tornou-se mais barato jogar uma impressora defeituosa no lixo a concertá-la. Além de contribuir para a futura escassez de matéria prima, este fenômeno é um reflexo claro da ditadura do novo; a demanda pelo novo é tão grande que este tornou-se barato.
Os astrólogos estão celebrando a suposta chegada da era de aquários, que, segundo previsões, estria se instalando em 2012, livrando a humanidade da ganância e da imagem social. A “era do ter†estaria sendo substituÃda pela “era do serâ€. Sem entrar no mérito desta ciência quase religiosa, seria um modelo interessante para o homem, um passo maduro para o futuro. Deixar de competir por uma imagem vaga e abstrata, para simplesmente viver a existência, de forma responsável, como na música “Imagine†de Lennon. Voltando a questão da quebra de Wall Street, todo mal se destrói sozinho, e, nesse caso, quem se autodestruiu foram os valores adotados pela humanidade. Estamos vivendo um momento extraordinário, o mais importante desde a reconstrução do mundo após a Segunda Guerra Mundial. Tempos de dificuldade sempre trazem em si a semente do recomeço. Cabe a nós, aproveitar esta oportunidade, solucionando de uma só vez três questão coligadas: o aquecimento global, a desigualdade no mundo e o desespero doentio por um lugar ao sol, quando o sol, por natureza, brilha para todos.
felix richter
Obrigada, Felix!
Já tinha comentado aqui, mas como foi antes de sair no jornal, achei melhor não citar nomes.
Saint-Clair comenta também, com propriedade (como sempre).
Só um adendo.
De acordo com o tal dossiê entregue, os adolescentes procuraram a informação na internet (que feio, querendo ler poesia, nada disso menino, já pro BBB!). Os poemas foram buscados pelos alunos e não apresentados a eles.
Proponho que todos nós, com tochas na mão é claro, sigamos em direção ao túmulo de Bocage e o exumemos, deixando os restos e as minhocas ao relento, como uma forma de demitÃ-lo do cemitério. Gente, o que importa é o gesto! Vamos lá! Tudo por nossas crianças!
Outro.
Dizer que um adolescente de 15 anos não pode ler poesia erótica é mais que hipocrisia, é crime.
Sim, as “crianças” em questão são adolescentes de 14, 15 anos. Que claro, como todos sabem, são santos inocentes que precisam ser protegidos a todo custo de horrores como… POESIA!
por conta de um desenho:
“Eu minto bem. Precisando. Esconder corpo, falso testemunho.. tamos aÃ.“
É sempre bom saber com quem contar.

Tô cada dia pior.
Já decidi: meu cão-guia vai se chamar Perseu. Não aguento mais esse negócio de cabelo com vida própria, assim mato dois coelhos com uma só paulada.
Vocês não podem medir a minha felicidade em, mesmo não votando mais no Rio, ver a cidade livre do Crivella. Aqui eu queria mesmo era o Ivan Valente, mas tudo bem. Pelo menos não é Alckmin.
Se algum dia a decisão for só minha, vou colocar no poder, sem nenhuma ordem definida: Cristovam Buarque, Jandira Feghali, Roberto Freire, Gilberto Gil, Marco Fonseca, Cláudio Nascimento, Luiz Eduardo Soares, Frei Betto (para vocês não ficarem aà achando que eu sou contra todo e qualquer religioso no poder), Leonardo Boff (idem), dr. Drauzio Varella, dr. Valcler Fernandes, Zeljko Loparic…
É, eu sei que alguns que citei sequer são candidatos a nada. Voto neles mesmo assim.