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1 Dezembro 2008

aids

Tenho horror a preconceitos. Detesto campanhas populistas. Ou seja, fico entre a cruz e a caldeirinha.

Não consigo imaginar alguém sexualmente ativo que não saiba da importância da camisinha hoje em dia e quem transa sem é burro, simples assim. Burro não, imbecil.

Já passamos da fase da informação básica. Uma vez informados, é necessário agora pensar. E os preconceitos não resistem a um raciocíniozinho básico. Não precisa ser Einstein. Basta não ser uma besta quadrada.

Não posso admitir que um país que tem o melhor tratamento público à AIDS permita absurdos como gays impedidos de doar sangue, por exemplo.

Não posso admitir que um país que tem em sua diversidade a sua maior riqueza trate qualquer um de maneira diferente.

Não posso admitir que você aí, rico, no seu computador moderno, navegando na internet, clique e/ou dê audiência para programas idiotas como Pânico que só fazem instigar o ódio e o preconceito.

Não admito muita coisa.

Inclusive campanhas fúteis como o dia do que quer que seja.

Não, não é colocando uma fitinha vermelha na sua camiseta The Gap que você vai fazer alguma diferença.

Que saco.

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