Sem fim
Ele chegava tarde. Ela chorava com filmes antigos.
Ela tinha uma tia solteirona. Ele não conheceu o pai.
FamÃlia rica, famÃlia pobre.
No inÃcio transavam como loucos. No final faziam amor.
Ela aprendeu a dançar. Ele aprendeu datilografia.
Suas presenças sempre foram fortes, incomodavam.
Falavam lÃnguas diferentes, uma verbal, a outra corporal.
Na verdade, nunca se entenderam porque nunca se comunicaram. Mas se conheciam.
Ao invés de terem filhos, tiveram gatos. Ao invés de viverem, trabalharam.
Ao invés de se amarem, viviam.
Tentaram se ajustar ao outro. Grave engano. O que os seduzia era o original. Por excesso de amor, afogaram o amor.
publicado no portal de poesia da Casa do Bruxo.







