19 October 1996
Reedição 1
Por impulso, destino recusado.
É belo o amanhecer, desperta,
febre contida, realidade acalenta,
racional agora sem significado.
Um pesadelo acabado
pode ser a fantasia morta.
Enganos de fel batendo à porta,
zelo há muito passado.
Começo, meio e fim inexistem,
apenas um salto sem base,
tal qual em circo o artista.
Cúmplices não mais, desistem.
Desejo impune quase
de ser autista.
publicado no portal de literatura e poesia Carus Ara.







